Ainda que se trata de um núcleo de representação das tensões nos cotidianos de uma escola pública, de periferia, o capítulo de ontem, 16/01/20, da novela Amor de mãe, de Manuela Dias, rede Globo, me chamou à atenção para as reescrituras midiáticas contemporâneas: A reação dos estudantes à decisão de fecharem sua escola, devido a uma manobra do vilão Álvaro (Irhandie Santos), ao subornar a diretora, Eunice (Dida Camero) e facilitar um tiroteio dentro do colégio, com o ferimento da professora Camila (Jéssica Éllen), por uma "bala perdida", termina com a sua ocupação, um emblema dos movimentos estudantis, em 2016, que respondem aos interesses empresariais, má gestão, violência, num ato de desobediência civil. O capítulo programado para ir ao ar na noite desta sexta, a truculência e a ação violenta da Polícia, com os alunos filmando e presença de repórteres no entorno, ao invadir a escola para tirar os alunos e professora será o núcleo das ações dinâmicas de ação. Longe de se tratar de uma denúncia ou, ainda, de alteração do quadro vigente, a emissora continua apostando no confronto direto com as atuais políticas ultraconservadoras, ainda que ameaçada de não ter sua concessão renovada pelo governo, além das atitudes odiosas do presidente da república com os repórteres da emissora e outros não alinhados com a sua ideologia.https://gshow.globo.com/…/camila-e-agredida-pela-policia-ao…
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Dá pra ir de bicicleta, mãe?!
A vida simplesmente
encanta. E apronta! Imagina o que é você reencontrar uma filha, de quem você
não tivesse a menor notícia dela durante dezoito anos, não alimentando a menor
esperança de um dia saber algo a respeito, aparecer na tua frente, te abraçar e
te chamar de pai! E não acaba aí, não: abraçado àquele corpo, não mais de criança, você sentir outro abraço, um pouco mais leve, de um pequenininho te chamando de vovô. E isto aos sessenta anos de idade!
Tá bom pra começar?! Foi assim:
Antes de nos mudarmos pra Angra dos Reis, na
virada do século, levamos conosco uma menina de um abrigo em que prestávamos
serviços voluntários. A mãe a havia
deixado pra adoção, junto com as duas irmãs, num abrigo e não foi nada difícil
nos apaixonarmos por aquela pequenininha, magrela, curiosa, marrenta, de
cabelos curtos e cacheados.
Nos mudamos e lá, em Angra, matriculamos a pequena
numa escola municipal e seguimos a vida. Eu a levava de bicicleta pra escola e, com a sua outra mãe, brincávamos
bastante além de seguirmos com a educação dela e os cuidados que uma criança
precisa receber. Ana montou um atelier de cerâmica e fazia transporte escolar dirigindo uma kombi pra ajudar na despesa. Eu dava aula numa faculdade e no colégio naval. Assim, fomos vivendo com pouco dinheiro, devido ao desemprego estrutural - e sistêmico - à época, muita alegria e esperanças, principalmente, de um dia,
registrarmos a Suelen no nosso nome.
Passado um bom tempo com a gente, um dia, ela falou assim: “mãe, quanto tempo eu levo pra chegar em Sepetiba de
bicicleta?”. Sua tia e mãe biológica morava naquele bairro, da zona oeste carioca. Nos apavoramos com a possibilidade de aquela criança, um dia, por
conta própria e sem que nos nos déssemos conta, simplesmente,
de
sa
pa
re
ce
sse
no
mundo.
Entramos em desespero e em contado com o pessoal do abrigo porque entendemos ser melhor
levar a criança de volta. Trouxemos a Suelen de volta para o Rio. Tristes, voltamos a nossa
vida sem a nossa filha por perto. Em Angra, sozinhos, literalmente, no meio do mato, sem amigos
ou parentes, com nossa condição financeira depauperada, sem carro – já que
precisamos vendê-lo – nos isolamos dos nossos conhecidos e familiares, por um bom tempo.
Pior: além da
telefonia de longa distância ser péssima na época, ela era muito cara e não
tinha as facilidades da internet de hoje. Tomada por uma depressão profunda,
Ana resolve voltar para o Rio e passa a procurar uma casa pra gente se mudar
enquanto eu fico, sozinho, em Angra, tentando vender a casa que construímos.
Voltamos
pro Rio e retomamos nossa vida dentro das possibilidades de um casamento sem
filh@s humanos, porém, com nossos gatinhos e cachorros que aprendemos a amar e
trouxemos conosco. Por causa de uma infertilidade da minha parte, não havia
conseguido gerar uma criança com a mulher que eu amo o que, com o tempo, passou
a ser a tônica destes altos e baixos pelas quais passamos e temos passado nestes
quase vinte e cinco anos de convívio, somados a outros fatores, claro!
E aí, contribui o Destino com os seus sortilégios, como diria Machado de Assis: há oito
anos, veio morar em nossa rua, numa casa bem próxima, uma família com uma
menininha que nos adotou como “segunda mãe e segundo pai” dela: a Julia Robert.
Vida que segue, agora, com o carinho desta pequena, que vai fazer agora onze anos, que todos os dias, antes de
ir pra escola, cedinho, manda uma mensagem de amor dizendo que nos ama, pedindo
a bênção.
Tem mais: em um momento em que estamos vivendo o olho de um furação no
Rio de Janeiro, em se tratando do quadro caótico em que nos encontramos, com o salário dos servidores públicos atrasados e sem a menor previsão de melhoria, Ana
Paula tentando concluir sua monografia de conclusão de curso e eu precisando
escrever o projeto pra qualificação no doutorado, vivendo uma de nossas maiores crises no
casamento, ressurge a Fênix.
Deus joga dados com o universo, sim!
O universo
conspira junto ao Caos.
Deusas e Deuses, jocosos, brincam e zombam dos mortais.
A Daniele, minha cunhada, chega e diz assim: sabe quem eu encontrei na
creche do Davi?!.............................
É que o Arthur, meu
neto (isto mesmo: MEU NETO), de 3 aninhos, ligado no 220v, bem magrinho, tipo a
mãe quando criança, estuda exatamente na mesma creche que o meu afilhado, Davi. E
isto, dezoito anos depois de ela ter “fugido pra namorar”, como ela pediu contar
esta história. Agora, de dois com seus cachorros e gatos, ficamos com um neto e
duas filhas.
Suelen é uma mulher guerreira que soube, passados dezoito anos, "sempre pensando na gente" , desenvolver autonomia, esperteza, inteligência e sagacidade. Começou a trabalhar bem cedo, com seus onze anos
e jamais teve a aceitação de sua mãe que, segundo ela, deu uma surra nela,
quando ela voltou dizendo que ela não tinha nada que ter fugido da gente. Mas,
se não fora isto, como ela poderia ter tido todas as condições que a levaram a
ser protagonista ainda bem criança?! A vida é uma escola que suplanta, em muito
todas as outras escolas.
Amamos demais e, por isto, não deixaríamos aquela
criança passar necessidades físicas ou emocionais. Quando ela não está
trabalhando, ela vem nos ver, trazendo o nosso netinho na cadeirinha de sua bicicleta e ele adora brincar no quarto dos
brinquedos. Um dia destes, fez o almoço pra mãe, que é vegetariana. Uma delícia de estrogobofe (como ela disse) de abobrinha. Ana até jantou rs. E, mesmo nos dias em que ela trabalha, fala conosco de manhã e de
noite. É uma outra fase de nossas vidas simplesmente apaixonante e estamos
surpresos com tudo isto que está acontecendo conosco.
Toda hora me lembro de
uma frase da Clarice Lispector em que ela diz que “a vida não é um mistério a
ser explicado e, sim, um milagre a ser vivido”. O delgado fio de areia da
ampulheta caindo, sem parar, revela o que faz sentido na vida, o que merece e
tem que ser vivido com toda a potência: o momento presente, que é o que existe.
sábado, 29 de abril de 2017
Crônicas do nosso tempo I - sobre as cabeças os helicópteros
“O
presente é tão grande, não nos afastemos...”.
E nestes tempos bicudos, “considero”, com o
poeta, “a enorme realidade”. Tão grande que dá até pra ver beleza. Nos
detalhes. Bonito de se ver aquela companheirada toda ali na frente da alerj
juntinha, alegre, se abraçando velhas amigas e velhos amigos. A moça bonita disse que
aquilo ‘ta virando um social. É só lá que a gente encontra quem a gente não
tinha como encontrar. Mais do que possível, o impossível fica feito. As falas, os gestos, os
refrões. "O povo unido é povo forte..." Do carro de som do meu sindicato. As bandeiras dançavam na frente do carro de
som.
Os fotógrafos agrupavam e reagrupavam. A exposição agrada. Perigosamente
agradável no controle social. "...não teme a luta, não teme a morte!" Meus colegas seguram a enorme faixa vermelha
contra mais uma do pacote de maldades: o fim dos direitos dos trabalhadores e
das trabalhadoras. Logo atrás, umas meninas muito alegres com as flâmulas do S E P E: eu nunca tinha visto tanta beleza em uma manifestação.
Além das faixas, cartazes, bandeiras: as franjas, o desenho das letras, as
cores, as formas. E o melhor, a legenda só fazia sentido se as moças ficassem sempre
juntinhas. E esta foi a instrução, dentro do
ônibus, ao perguntar se havia alguém ali pela primeira vez em uma manifestação. Fiquem
sempre juntos. Não se afastem. Bela visão perpendicular para o alto da igreja
da matriz, lá de onde a polícia, da outra vez, instalou os snipers.
Uma
explosão. Morteiro?! Olhei pra trás. Era bomba! Atiravam pelas nossas costas. Atiravam em cima do carro do som. "Não acabou! Vai acabar..." Olhei pro companheiro e o rosto dele estava tenso.
Calma! Fiquem juntos e não corram! A fumaça ficou espessa. O ar faltou. A
colega molhou meu lenço com o leite de magnésia. Nossa cara ficou branca. O
passo apressou. O choque nos
empurrava. E mais bomba. E mais gás. Atrás, uma fumaça espessa. O primeiro contêiner.
Daí por diante foi uma tentativa atrás da outra de reagrupar em meio às
dissipações necessárias. Ainda no ônibus, a ordem de voltar juntos. Todos. O
fogo é bonito.
Quando criança, eu me encantava com as fogueiras. Menino, não brinca
com fogo que mija na cama!
Do alto, do céu escuro pela noite densa de chuva
fina, helicópteros nos iluminavam com os holofotes. Controlando os agrupamentos. Voando baixo.
A fumaça densa na noite densa nas explosões das bombas. Dos ônibus incendiados.
Ágil, com presteza mecânica e humana, o bombeiro se movimenta no esquicho das mangueiras que chiam na ardência do fogo. Mais
explosões e o choque, de motocicleta, nos cercando.
Na garupa, o lançador de
bombas. Um pelotão passou e um policial batia, insistentemente, no coldre,
fazendo barulho. Não precisavam mais dos escudos?! O preto das fardas. O preto
dos ninja. O preto dos bloc. O preto da noite. E da fumaça. O rapaz
grande caiu. Despencou. Ao lado dele uma bomba explodiu bem na cara. Soro
rápido lançado no rosto. Levanta e corre. Puxei minha colega pela mão e
corremos. Pra voltar pelas costas e resistir. Lenços coloridos, botas de couro, bandanas, luvas, cachecóis.
Um estilo?! Moda?! Táticas, estratégias, esperteza? A indústria cultural se apropriando na contracultura?! Pode ser...
O
futuro é tão incerto. Não nos afastemos. Vamos de mãos dadas.
Julio Roitberg, 29/04/2017
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
É therna
Era assim…
Hera, sim!
Eras assinalada
Grudada
Acima do
muro
A sina
alada
Alça que se
lança
Além do
muro
Pra livre
trepadeira
Derradeira
hera, sim
ples
mente
Além das pedras
Além do muro
Era assim...
domingo, 13 de janeiro de 2013
Um tempo redondo para a narrativa transcontinental de Mia Couto
Julio Roitberg, 06/01/2012
Diz
Roland Barthes, em S/Z (1970) que “há por um lado, o que é possível escrever e,
por outro, o que já não é possível escrever: o que está na prática do escritor
e o que se afastou dela.” (p. 12). Aquilo que criou significação para Mia Couto,
fugindo a toda possibilidade de leitura viciada, arquivada em nosso “museu do
imaginário”, entre tantas metáforas petrificadas, é o material, ardente de
vida, deste seu livro. A matéria de que
lança mão é o “escrevível”. Questiona, implica, evoca, invoca e, finalmente, convoca, falando, com toda
propriedade, atestada, tanto, pelo reconhecimento do conjunto de sua obra,
assim como por uma escritura que se apresenta em uma sintaxe direta, lógica e
gostosa de ser lida.
Em
“E se Obama fosse africano?”, as memórias e as lembranças fundem-se naquilo que
o autor nomeou por “interinvenções”, neologismo que congrega
intervenções e invenções realizadas em diversos momentos e lugares fluindo em
uma temporalidade mítica. Suas narrativas, mescladas à prosa poética - “ensaios” - dão suporte a um conjunto de textos que deambulam,
rosianamente, na “terceira margem”, ao mesmo tempo, em que não se afasta da
prática, da proposta de uma intervenção social.
Em
“Os sete sapatos sujos” (p. 25-47),
denuncia a vitimização, o coitadismo, a inércia, a esquecimento
voluntário, a justificativa pelas ações dos outros, a culpabilização através do
destino, a atávica presença das forças ocultas e da magia, questionando “o
que preciso mudar dentro e fora de
África? (p. 27), a fim de não continuar
a atirar poeira para ocultar responsabilidades”.
Os
“sete sapatos” -, cujo abandono na soleira da porta mostra-se imperioso, em
função dos novos tempos, para que se possa entrar neste futuro que todos
querem, descalços de preconceitos, são enumerados e sequenciados, assim: Primeiro sapato: a ideia de que os culpados são sempre os outros e nós
somos sempre vítimas; Segundo sapato: a ideia de que o sucesso não nasce do
trabalho; Terceiro sapato: o preconceito de quem critica é um inimigo; Quarto
sapato: a ideia de que mudar as palavras muda a realidade; Quinto sapato: a
vergonha de ser pobre e o culto das aparências; Sexto sapato: a passividade
perante a injustiça; Sétimo sapato: a ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros
Impregnando
– e mesclando – a poética brechiana com o convite a uma prática que leve à emancipação,
em consonância com o nosso maior educador, a leitura cinematográfica deste
livro projeta-se - e lança o leitor!- em uma tela, por meio das “conversas”. E
é este andamento conversacional que balança a viagem entre as narrativas. Este “saber-fazer”,
“saber-dizer”, “saber-ouvir” (LEAL, 2006, p. 25), enquanto modo de escrituração,
traduz, atualiza, exatamente porque suas representações assemelham-se mais à
contação de estórias, abrindo larga distância das narrativas lineares,
enrijecidas na linearidade do espaço e do tempo. Para ouvir Mia Couto e suas
narrativas transcontinentais, bem além das suas Áfricas, pede-se um tempo
redondo, bem mais largo que este que nos obriga a cessar a leitura, a esquecer
das lembranças, a interromper a conversa. Porque o dia amanhece.
Para
Leal (2006), citando Lyotard (1993)
Os relatos trazem
uma “função letal”: nessa mistura, tempos são apagados, perdidos, mesmos porque
toda narrativa existente, contada, é sempre presente, atual. Com isso, funda-se
pragmaticamente, [...] uma temporalidade simultaneamente “evanescente” e “imemorial”,
constituída no “ato presente que desdobra, cada vez, na temporalidade efêmera
que se estende entre o eu ouvi dizer e vocês vão ouvir”. (LEAL, 2006. p. 25)
Incendiando
o horizonte além da fronteira transcontinental: das savanas africanas para o
mundo – com um recorte especial para o Brasil de Jorge Amado e de Guimarães
Rosa -, possibilita, em sua prosa
conversasional, uma viagem entre o épico, o lírico e o dramático (STAIGER, 1975),
abrindo as trilhas de acesso às eternas lembranças.
Este
deslocamento espaço-temporal, entre os gêneros poéticos, acompanha a
compreensão de Mia Couto sobre as línguas, “[...] as mais poderosas agências de
viagens, os mais antigos e eficazes veículos de trocas” (p. 174), o que é
ilustrado em “O incendiador de caminhos”: todos nós já conhecemos os mais
diversos lugares e paisagens, independente de termos embarcado em um avião e,
rapidamente, estarmos em um outro continente.
Não existe
geografia que nos seja exterior. Os lugares – por mais que nos sejam
desconhecidos – já nos chegam vestidos com as nossas projecções imaginárias. O
mundo já não vive fora de uma mapa, não vive fora da nossa cartografia
interior. (p. 74)
Dos
mais remotos desertos, às mais impenetráveis florestas, anteriormente
transpostos e povoados pela imaginação de nossos antepassados que, “antes de
chegarem ao destino faziam deslocar a sua imaginação coletiva.” (p. 74), “mesmo
parados, partimos à procura do que não podemos ser.” (p. 76).
|
O
acesso à zona de embarque – sem a necessidade do check in é
permitido/facilitado pelo exercício da escrita, da escuta e da leitura, atos
que não se restringem ao que se pretende por hegemônico. Lemos, escutamos,
escrevemos bem mais com outros códigos, além dos preponderantes. Os
sinais deixados nas cavernas pelos nossos ancestrais que, em
nossa genética, carregamos, esculpiram nossas memórias, através dos tempos.
Jogando
com a realidade e a mímesis, assume que “a realidade é uma construção social e
é, frequentemente, demasiado real para ser verdadeira.” Em função desta
armadilha, “nós não temos sempre que a levar tão a sério.” (p. 99)
E este tempo não linear, “redondo”
(p. 123), africano, fabular, narrativo, longe da racionalidade cronológica, pode
ser que tenha a ver com a capacidade, segundo o autor, de, ao atualizarmos
nossas narrativas, presentificando-as, inventarmos os nossos cotidianos. Mia
Couto escreve de um lugar em que as ideias de pessoa, de individualidade são
bem diversas nas línguas do Sul da África (p. 80-81). Para Leal (2006) a
estrutura narrativa “só tem sentido quando em relação a um contexto, entendido
tanto como uma realidade cultural, um repertório de textos e gênero e a um
processo comunicacional específico.” (p. 26). E, nas culturas das diversas Áfricas,
cenário-processo-personagem do livro de Mia Couto:
Nós somos como uma
escultura maconde[1] uja-ama[2],
somos um ramo dessa grande árvore que
nos dá corpo e nos dá sombra. Distintamente daquilo que é hoje dominante na
Europa, nós olhamos a sociedade moderna como uma teia de relações familiares
alargadas.” (p. 82).
Bibliografia
BARTHES,
R., avaliação. In: BARTHES, R. S/Z. Lisboa: Edições 70. 1970.
p.11-12.
COUTO,
M. E se Obama fosse africana? (ensaios). São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
LEAL,
B. Saber das narrativas: narrar. In: GUIMARÃES, C.; FRANÇA, V. (Orgs.) Na mídia, na rua: narrativas do
cotidiano. Belo Horizonte: autêntica, 2006. p. 19-42.
STAIGER, E. Da fundamentação dos
gêneros poéticos. In: STAIGER, E. Conceitos
fundamentais de poética. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975. p.
160-179.
[1]
Povo do norte de Moçambique
[2]
“Família alargada.” Por extensão, denomina um tipo de escultura em que figuras
várias se aglomeram de forma entrelaçada simbolizando a unidade familiar.” Reprodução
em escultura em http://crocolux.com.Art Acesso em
06/01/2012
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