sábado, 19 de setembro de 2009

O Estrangeiro, Albert Camus



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Numa de suas principais obras, o escritor franco-argelino Albert Camus faz do existencialismo a razão de sua existência

“Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldades passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar.”

Essa frase traduz perfeitamente a exploração do absurdo, conceito que caracterizou o escritor Albert Camus. O personagem principal do romance mergulha num mundo sem emoções e sentimentos, e é a carência de sensibilidade que se transformará na própria arma que o tornará vítima da justiça. Entretanto, nem mesmo a máquina judiciária o fará mudar de comportamento.

A obra de Albert Camus surge para tentar contrariar o conceito de que a arte é a manifestação dos sentimentos do ser humano. A inexistência de emoções leva o personagem a um vazio interior, causando uma profunda resignação no leitor. É impossível não sentir um mal-estar diante dessa frieza. Contudo, analisando a obra pelo lado do realizador e não na visão do personagem, é incrivelmente bem sucedida a maneira de conduzir o leitor a uma reflexão existencialista da vida. Resumindo, Albert Camus é um verdadeiro artista na concepção da palavra por mexer com os sentimentos do leitor, mesmo que esses sentimentos sejam de total repugno diante da leitura.

José Donizetti Morbidelli
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2005
Código do texto: T86593

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dia do Estudante



O dia do estudante é comemorado em 11 de agosto, a mesma data em que foram instituídos os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do Brasil, por Dom Pedro I, no século XIX.

Em razão dessa marcante decisão, Celso Gand Ley, cem anos após a criação desses cursos, em 1927, indicou a data para se tornar o dia do estudante.

Vários presidentes do nosso país, artistas e escritores se formaram nesses cursos; um da USP, através da escola do Largo São Francisco e o outro em Olinda, depois transferido para o Recife.

A faculdade mais próxima do Brasil era em Portugal, na cidade de Coimbra, e quem quisesse estudar em nível superior tinha que ir para lá ou para outras localidades da Europa, a fim de concluir seus estudos. Isso antes da criação desses cursos no Brasil.

As turmas iniciantes tinham poucos alunos e as estruturas das escolas eram bem simples, com salas feitas de taipa, no prédio do Convento de São Francisco. No ano de 1934 o curso foi incorporado pela Universidade de São Paulo – USP.

Estudar é exercitar a memória para adquirir conhecimentos, aprender. Mas para que isso aconteça um estudante deve frequentar uma escola e participar das atividades propostas, fazer as tarefas de sala bem como as passadas para serem feitas em casa, além de estudar em casa os conteúdos que foram passados em sala de aula.

Com o passar dos anos, passa a entender as matérias através da reflexão e da análise das mesmas.

Os estudantes devem ser responsáveis com seus estudos, pois o sucesso profissional virá através de muita dedicação. Além disso, merecem todo respeito e consideração de seus familiares, pois é o seu trabalho.

No Brasil, a educação é um problema social, pois não atende a demanda da quantidade de crianças e jovens que deveriam ingressar nos estudos. As escolas não possuem estrutura física adequada, além de faltar muitas vagas, fazendo com que um grande número de crianças e adolescentes não tenham a oportunidade de estudar.

A educação é uma responsabilidade dos governantes e está na Constituição do nosso país, mas ainda está muito deficitária, com professores mal remunerados e um ensino de pouca qualidade. Tudo isso favorece a evasão e a repetência escolar.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A propriedade é um roubo



Pierre-Joseph Proudon - A propriedade é um roubo: e outros escritos anarquistas, SP, L&PM, 1988.

Proudon - Socialista utópico francês e precursor do anarquismo. Defendia a diminuição progressiva e sistemática da ação governamental capitalista e religiosa e a progressiva liquidação do Estado. Queria uma sociedade de pequenos produtores livres e iguais, onde os trabalhadores fariam uso do financiamento dos bancos de trocas, sem juros, para comprar os meios de produção. Em seu livro O que é a Propriedade, afirmava que a propriedade privada era um roubo. Com certeza. Divergia em alguns pontos políticos e econômicos com Karl Marx, alimentando várias discussões entre eles.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O Corpo Fala


O livro de Pierre Weil e de Roland Tompakov "O Corpo Fala", editora Vozes "trata de um aspecto do comportamento humano que não pode ser transmitido satisfatoriamente por meras palavras - ainda que, depois de escritas, fossem complementadas por ilustrações em paralelo (...)

Constitui um ousado avanço na fronteira da Informatica moderna, aliando a técnica de trabalho de grupo à criatividade "copy-art" para obter uma obra totalmente unificada.

O tema abrange a comunicação psicossomática incosciente do próprio leitor - e por istsso o fascina, diverte, desafia e esclarece ao emsmo tempo !

Para tanto, foi preciso unie o psicólogo ao artista, ambos escritores e educadores. Então o conjunto (unidade - texto - arte) de cada capítulo sera planejado em comum pelos dois autores, e o texto escrito por um, refundido pelo outro e então testado e reexamidado em conjunto."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Texto colaborativo



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Fonte: Bookess
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sábado, 21 de março de 2009

Problemas de Redação, Alcir Pécora


Trabalho editado, pela primeira vez, pela Martins Fontes, há 10 anos que apresenta um diagnóstico dos problemas mais recorrentes na produção escrita de vestibulandos e universitários, analisando esse diagnóstico à luz das noções relativas ao discurso.

A obra original foi apresentada, em 1980, como tese de mestrado ao Departamento de Teoria Literária do instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP, quando o autor pesquisava junto a Hakira Osakabe.

O diagnóstico deste estudo, procura determinar em função de que circunstâncias específicas, internas à produção das redações e ao seu processo de aprendizagem, os usos, particulares da linguagem manifestam problemas na realização dos mecanismos gerais.

A partir das condições de produção do texrto, o autor entende que se pode estabelecer um quadro de características permitindo uma reavaliação das dificuldades encontradas pelos estudantes para o cumprimento da tarefa de escrever, e auxiliar o levantamento de hipóteses quanto às fontes dessas dificuldades.