quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Night Run (1a etapa). Corridas: o prazer pela longevidade (Episódio 02/2022)

Nigth Run (1ª etapa)

Foi assim que decidi por participar, depois de 36 anos longe das corridas de rua, de uma prova de 12 km, a Nigth Run, com o percurso da orla de Botafogo, no Rio de Janeiro, até o Aterro do Flamengo, tendo obtido a 8ª colocação em minha categoria. 




Além de incluir pedaladas na minha planilha de treino, comecei acompanhar o canal do preparador físico, especialista em corridas, Rodrigo Bicudo, criador do programa #boracorrer,  do qual até hoje integro.

Minha alimentação sofreu, claro  sensíveis modificações, na medida que aumentou consideravelmente o meu gasto calórico. No meu cardápio adaptado às minhas necessidades, no café da manhã e lanche da tarde,  busco incluir ovo, batata  e milho cozidos, torrada com pasta de gergilim, café com leite (pingado) com cacau 100%, banana e granola que eu mesmo preparo.

Repito, quando possível, o almoço, aumentando o consumo de proteínas e não rejeito os carboidratos: adoro macarronadas e pão francês, principalmente a casquinha e o miolo. Com manteiga de coco temperada aquela iguaria que sobra do prato de minha companheira fica uma delícia no café da tarde. Ainda mais com a conversa gostosa da sua boa companhia, antes de buscar nosso filho na creche. 

Meu desafio continua sendo o consumo adequado de água e a diminuição do sal, apesar de que não ingerimos fritura, enlatados, alimentos preparados e refrigerante, consumimos poucos doces a não ser irresistiveis bolos da Jéssica, nos finais de semana, a que se juntam as baguete de gergilim com pasta de ricota, preferidos pelo José Vitor.

Correndo regularmente, descansando, sem abrir mão de uma latinha de cerveja pra brindar a vida, às sextas feiras e me alimentando bem, me senti muito confortável pra concluir aquelas duas voltas, do Monumento aos Pracinhas à Glória  mesmo não conseguindo superar a marca do treino.

Mas valeram cada metro daqueles 12 km, nos meus fabulosos 65 anos de idade, concluindo a prova com pressão 12 x 7, aferida pela médica do posto. 

Experiência maravilhosa, e primeira medalha dedicada ao meu filho, que não pode ir pois ainda não havia sido vacinado e da insegurança e os perigos das noites cariocas. Gostei muito do clima, daquela noite estrelada, no mês de maio, de 2022, contagiante e temperatura super agradável.


Organização exemplar: serviço de água, frutas, posto médico, batedores, lounge, guarda volumes e ao longo do percurso, sinalização e policiamento presentes. 

Pais e mães com seus filhos, nos ombros ou em carrinhos empurrados,  correndo com eles; Idosos, casais, jovens animados em equipes vindas de lugares distantes. 

Apesar de  haver  retirado meu kit no dia anterior, na sede da associação da minha categoria profissional,  a Appai, no Centro do Rio, deixei pra colocar o número de peito com o chip, pouco tempo antes da largada.

Um erro por ignorância e atraso na chegada por transporte coletivo: calculei mal o translado contando com a presteza do uber, o que, conforme a lei de Murphy, não teria como funcionar. 

Poderia ter pegado o VLT na saída da Estação Central do Brasil e, apenas caminhado da Glória até o Aterro  local da largada. Mas pensei errado e não consegui pedir um uber a tempo.

Na concentração, música estimulante e muita gente quase colada uas às outras  o que tornava tanto o alinhamento quanto a locomoção inviáveis. Impressionei-me, durante a corrida, com muitos corredores iluminando o trajeto com lanternas presas na testa

Depois daquela noite inesquecível, ainda contei com a recepção na casa de minha primogênita e do meu genro, o que espero retribuir logo. 

Torci pra que, no dia 3 de setembro, já estar correndo ao lado de uma de minhas filhas que também corre, o que ainda não será possível.

Organizando-me e me preparando pra próxima corrida, torço pela vacinação de todas as crianças e que brasileiras e brasileiros, em outubro deste ano, não repitam o mesmo erro e elejamos um presidente devidamente preparado para o cargo seguindo aproveitando intensamente a vida ao lado de quem amamos e nos amam! É o que vale!


terça-feira, 30 de agosto de 2022

O desafio de voltar a correr. Corridas: o prazer pela longevidade. (Episódio 01/2022)

O desafio de voltar a correr

Aos sessenta e um anos, um menino chegou na minha vida.  Já com tudo estabilizado: casado, servidor público, no último nível de formação acadêmica, faltando apenas juntar os documentos para me aposentar, pai de duas filhas, adultas casadas, formadas e, também, funcionárias públicas, presentes do meu meu primeiro casamento. 

Eu e Ana Paula, minha companheira  não havíamos planejado uma criança que, efetiva e definitivamente, mudou as nossas vidas, claro, pra bem melhor! 

Tudo se reveste de outros significados num casamento, depois de quase 30 anos!!!

Com a sua chegada, tudo mudou em nossas vidas, principalmente, nossos objetivos e planejamentos: tudo agora incluiria nosso filho! 



No seu segundo aninho de vida, e eu, prestes a concluir o doutorado com a defesa de minha tese,  o Brasil mergulha num pesadelo que persiste até o momento em que inicio este texto. 

Nosso país conhece o seu mais sinistro momento histórico: a eleição de um governante, que, ainda em sua campanha já havia se mostrado déspota, homofóbico, misógeno e fascista e, logo, logo seria percebido, além de despreparado para o cargo, algo bem pior.  

A luta pela liberdade e pela democracia sempre foi uma constante na minha vida e da minha família. Talvez ai resida a minha paixão por um dos esportes tão democrático quanto o futebol no nosso país: as corridas de rua. Elas atraem pessoas de todas as classes sociais, cor, religião, condição sexual, idade...

Estudante universitário,  participei do movimento pelas Diretas Já, após um longo período de ditadura civil militar, militei pelas causas sociais, consciente da minha classe social.

Estive presente em diversas manifestações históricas, dentre elas, a principal: o ato pela democracia na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, em 1988, quando, também, participei da minha primeira maratona, a do Rio de Janeiro.

Minha mãe e irmãos sempre militaram por um país justo e democrático e procuramos passar para os nossos filhos um pouco de nossa história e comprometimento na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Permanecemos tentando manter o estado de Direito democrático por mais de trinta anos antes do golpe contra a democracia e instalação de governo que iria facilitar as retiradas dos direitos dos trabalhadores, enriquecimento das elites às custas do empobrecimento das famílias brasileiras. 

Em meio ao caos social, fome e desemprego, uma nova tragédia, - claro, de maior magnitude! - acometeu, agora,  todo o planeta: a pandemia do novo coronavírus.

 Em seu primeiro ano, em 2020, ceifou a vida de 250 mil brasileiros, grande parte, devido à política genocida, que, aliada a uma propaganda negacionista de Jair Bolsonaro, com suas claras e eficazes ações para a rápida e maior disseminação do vírus.

Além do atraso na compra de vacinas, retardou o envio de balões de oxigênio para a cidade de Manaus  contribuindo para deslustrar a imagem do SUS, que já vinha sofrendo com sua depauperação 



José estava em seu primeiro ano de creche tendo comparecido a tão somente duas semanas de aula, apesar de toda a nossa alegria e entusiasmo com a sua felicidade. I

Isolados em nossa casa devido ao afastamento social necessário, passamos a viver uma realidade que jamais poderíamos ter imaginado e que sequer pudéssemos vir a viver: rígidos protocolos sanitários, uso de máscara e do álcool gel, ao receber, em nossa casa, motoboys trazendo produtos essenciais como alimentos e produtos farmacêuticos,  comprados por aplicativos de celular.


Em nosso nova rotina, passei a incluir algumas atividades físicas, na medida em que o tempo passava e a curva de mortes e contaminação seguia sem previsão de queda. Muito pelo contrário, devido à clara intenção do presidente, contrário ao lockdown e à vacinação compulsória.

Apesar de, há muito, não me dedicar às atividades físicas regularmente, a despeito de, até os primeiros anos do meu segundo casamento, correr, com minha esposa, em volta do Estádio do Maracanã e ainda praticar uma arte marcial, com o passar do tempo, deixe-me seduzir pela preguiça e me tornei sedentário.

Crianças e animais correm bem mais que adultos que se deixam levar pela posição sentada ou deitada. Bem diferente e a infância! Na escola, quando pequeno, meu grande amigo e colega, o Joel, me chamava de frango veloz. 

Também, era a maneira mais fácil que encontrava de fugir de apanhar dele quando eu, propositadamente, implicava com ele. bem maior e bem mais gordo do que eu que sempre fui bem magrinho. 

Entre 1988 e 1990, completei duas maratonas e uma corrida rústica e treinava regularmente no Alto da Boa Vista, já que morava na Tijuca, no Rio de Janeiro. 

Saía da Praça Saens Peña, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca e seguia em direção ao Alto da Boa Vista.  De lá, passando pela Casa do Bispo, seguia até a Vista Chinesa e descia pelo Rio Comprido, já nas últimas semanas antes de minha  segunda  grande corrida. 

Assim,completei a Maratona do Rio de Janeiro, de 1990, em 4h13m, melhorando o meu tempo anterior, dois anos antes, em 39 minutos.

Foi num treino longo, de 30 km, nas semanas que antecederam a prova que descobri a necessidade da rotina de tudo durante o treinamento: a inobservância dos horários de alimentação. Precisei, às pressas, correr para o mato. 


Então, no ano de 2020, devido ao lockdown e isolamento social prescritos pelas autoridades sanitárias,  despeito das diversas tentativas de impedimentos do governo federal e de algumas prefeituras, mal sabia que, a suspensão das aulas presenciais na FAETEC duraria tanto tempo.

Naquele final do dia, fui um dos últimos professores a sair do prédio com a sensação de que, no máximo, em quinze dias, retornaríamos à normalidade.

Em função disto, sem a menor preparação ou planejamento, comecei a trabalhar em home office, e tivemos que nos organizar para que nosso filho tivesse o apoio necessário a uma fase de seu desenvolvimento que necessita sobremaneira de atividades lúdico e pedagógicas. 

Mas, sem a presença do amiguinho e da amiguinha, claro que seria apenas um paliativo, mesmo com meus vários anos de magistério, com especializações e pós graduação em educação, estudante de pedagogia e Ana Paula, com licenciatura plena, já graduada. 



Não nos faltou o devido apoio de quem pudesse nos orientar, principalmente da dinda Carol, pedagoga e coordenadora pedagógica, vovô, vovó e meus e minhas colegas de trabalho, que partilhavam realidade semelhante. 

Claro que logo percebi a necessidade de me esforçar para manter a sanidade, retornando com as sessões de terapia, agora, na modalidade online para o necessário equilíbrio psicológico. 
 

Entretanto, o corpo passou a se ressentir da falta de movimentos, das caminhadas, de subir e descer escadas, de algum esforço além dos poucos dentro de uma casa.

E, num dos meus isolamentos dentro de nossa casa - realidade estranha demais!, trancado em nosso quarto devido à suspeita de contaminação, ao visitar um colega, voltei a fazer exercícios físicos regulares o que, após a quarentena, evoluiu, seguindo o exemplo do meu sogro, para caminhadas no quintal da nossa casa. 

Parece que o corpo se acostuma com tudo, tanto o que é bom quanto com o que é ruim e, digo isto por experiência própria! 

Dois anos após a pandemia, com a queda nos números de óbitos e contaminação no mundo e campanha de vacinação avançando, o Brasil seguiu a tendência e o Rio de Janeiro e decreta o fim do isolamento social com o retorno progressivo das atividades econômicas e culturais. 

Talvez o sedentarismo compulsório tenha sido o grande motivador para pensar em voltar a correr. E isto depois de mais de 35 anos da minha última maratona concluída, entretanto, sedentário, não me arriscaria naquela tentação.



E não poderia ser diferente o início, caminhando pela orla de Sepetiba e, por aconselhamento médico, marquei consulta com vários especialistas, principalmente cardiologista, ortopedista e nutricionista. 

Enquanto caminhava e pedalava algumas vezes por semana, realizava vários exames e, assim permaneci por um ano: segurando uma vontade enorme de voltar a correr! 



Até que, tendo me adaptado a um ritmo confortável em mais de 5 km de caminhada, três dias por semana, retornei ao cardiologista que, depois de verificar pressão, batimentos cardíacos, os resultados de exames de sangue, ecocardiograma, ecodopler, transtoráxica, monitoramento de pressão arterial, teste ergométrico e outros, definitivamente, com os devidos aconselhamentos, me liberou pra voltar a correr o que, também, realizei bem devagar, começando com um ritmo e distância bem tranquilas, correndo pela orla, no final do ano de 2021.


Meu horário de trabalho  me permitia conciliar os treinos, ainda sem um planejamento definido, com o curso de pedagogia na modalidade online e a rotina da minha casa - preparar o café,  e, junto com Ana, acordar, arrumar e levar nosso filho pra creche saindo pro trabalho. 
Algum tempo perfeitamente adaptado a esta rotina, ao retornar, quando possível, ainda regava a grama e molhava as plantas.
E, esta rotina, me permitiu me sentir mais confortável ainda nos 10 km, com pace 7 a 8km/h. 

Sair de casa às 5hs da madrugada, muitas vezes ainda escuro, correndo pelas ruas do bairro, me fez acompanhar a rotina de uma outra Sepetiba, a dos trabalhadores e trabalhadoras com reciclados e, numa destas madrugadas, me impressionei com uma enorme carroça puxada por uma senhora: a pandemia agravou a situação dos pobres revelando abertamente a frieza, ganância e  insensibilidade dos governantes que além de se enriquecer mais ainda, favoreceram muitos dos grandes empresários brasileiros, que nunca lucraram tanto com a tragédia alheia.

Ao contrário do delivery de alimentos e produtos farmacêuticos e hospitalares, o trabalho com reciclados, devido à falta de descarte de embalagens, foi um serviço que sofreu muito com a pandemia e, agora, com o retorno à normalidade, volta a crescer tendo em vista o desemprego, a inflação e a perda de poder aquisitivo das famílias, notadamente, às mais pobres.

Ainda amargamos um desgoverno que não tem a menor capacidade de gerenciar um país continental como o Brasil, que depois de ter zerado a fome, com um programa de excelência inspirado na genialidade do Betinho, volta à linha da miséria e desnustrição crônica.

Não há espaço para estes e estas trabalhadoras dispor de tempo ou de uma adequada alimentação para a prática de algum esporte. A disputa ainda é pelos restos de comida às portas dos supermercados.

Entretanto, neste país de contrastes, há, também, aqueles que podem dispor de um tempo de ócio. Diferentes são as pessoas que encontro quando decido correr exclusivamente pela orla de Sepetiba, em busca de corridas planas, também longas, porém, de maior velocidade, sem disputar com os automóveis, pela ciclovia. 

São casais caminhando de mãos dadas e ouvindo música; uma militante da causa ecológica, catando pets pela areia da praia - nossa memorável e simpática Xuxa, a de Sepetiba -; bombeiros militares da base naval; rapazes que correm numa velocidade admirável, mocinhas com os seus legs e fones de ouvido, dentre outras e outros.

Assim como o cardiologista, a nutricionista comprou o meu desafio: chegar aos 75 anos em pleno vigor, com saúde plena, participando de maratonas, pois, com esta idade, José estaria com os seus 14 anos exigindo muito mais de mim.

A nutriconista me propôs uma dieta de baixo consumo de carboidratos, pois, ainda, não havia mergulhado num dos esportes aeróbicos de maior consumo de calorias: as corridas de rua rumo, com grandes percursos, ruma  às maratonas, pelo que, logo precisou ajustar o meu cardápio aumentando o poder calórico inserindo os flocos de quinoa junto aos ovos e peito de frango.

O meu maior desafio continuava sendo o de ganhar massa magra, pois, com a minha idade, o que é muito fácil, se descuidar da alimentação, com grande ingestão de proteínas, é emagrecer cada vez mais. A alimentação aqui em casa é estritamente ovolactovegetariana, e, portanto, aumentei a ingestão de oleaginosos e voltei a jantar sem descuidar do feijão com arroz diário, lentilha ou grão de bico junto com verduras e folhas escuras.

De duas a três vezes na semana, ainda consumo proteína animal, no almoço no trabalho, o que me satisfaz plenamente, muito mais pela saciedade que, propriamente, pela necessidade alimentar propriamente dita, já que, ainda que não coincida o cardápio do dia, não tenho sentido a fome que sentia antes da reformulação alimentar.

Minha esposa conhece bastante de alimentação vegetariana e vegana, na medida em que, desde a gravidez ela, não só continua cuidando de sua saúde como, também a do nosso filho, que adora brócolis rs

Passei a levar um mix de oleaginosos para o meu lanche, a fim de não passar de 3 horas sem me alimentar, e aumntei o consumo de banana e amendoim, inserindo a quinoa em minha alimentação diária.

Seguindo as orientações de um professor de educação física, também colega de trabalho, para voltar a correr, confiei meus planos a outro amigo e corredor, o Paulo, que me presenteou com um livro, que passou a ser o meu livro de cabeceira sobre corridas, do Dr. Dráuzio Varela. 

Além de trocar muita experiência, logo me convidou a participar de um grupo de corredores apaixonados, pelo WhatsApp, onde, a cada treino concluído, postamos nossos resultados e comentamos o dos colegas, motivando-nos a nos superar.


A festa do Capitão Zeca, o tesouro escondido no jardim dos gnomos.

As portas da nossa casa, ainda que de maneira bem estreita, reservada e cuidadosamente, foram abertas a poucas pessoas.



Mas, todo este cuidado não significou a expansão, o entusiasmo, as conversas gostosas e animadas, além da agradável bagunça das crianças à caça do tesouro escondido, e a viagem de navio, comandado por um pirata.


Assim, neste quarto aniversário de nosso menino, o José Vitor, ousamos receber, depois de afastamento devido a Covid,  com gratidão e generosidade nossos familiares. 



O Capitão Zeca não cabia dentro dele mesmo de tanto entusiasmo, energia e alegria, com os afagos, mimos e dengo das irmãs, cunhado, dindas, dindo, prima e primos, vovó, vovô, mamãe e papai.



E, claro, aproveitamos para inaugurar o jardim, muito desejado pelo aniversariante, que pediu -"Faz um jardim com gnomos pra mim e uma poção pra eles viverem, mamãe!".


Não bastasse a presença de tanta gente querida, Zeca ainda recebeu uma ligação de vídeo especial feita pelo seu grande amigo  - e herói! - o homem aranha,  que o chamou para, juntos, salvarem o mundo. E já começaram jogando a teia que nos une pelos laços de afeto.



sábado, 9 de outubro de 2021

Resumo de texto

Fonte: Brasil Escola UOL

Resumo de Texto. Como Fazer um Resumo de Texto - Brasil Escola (uol.com.br)

Acesso em 09/10/2021


 Por que resumir um texto? Qual a finalidade?

Bom, a verdade é que se resumo não fosse bom, o professor não insistia em cobrar ou aconselhar que fosse feito!

Resumir é o ato de ler, analisar e traçar em poucas linhas o que de fato é essencial e mais importante para o leitor.

Quando reescrevemos um texto, internalizamos melhor o assunto e não nos esquecemos dele. Afinal, não aprendemos com um simples passar de olhos pelas letras! Dessa forma, podemos até dizer que lemos o texto, mas quanto a assimilar...será difícil afirmar que sim!

O fato de sintetizar um texto ou capítulos longos pode se tornar um ótimo hábito e auxiliá-lo muito em todas as disciplinas, pois estará atento às ideias principais e se lembrará dos pontos chaves do conteúdo.

Expor o texto em um número reduzido de linhas não parece ser fácil? Não se preocupe, a seguir estão alguns passos para se fazer um bom resumo e se dar bem:

- Faça uma primeira leitura atenciosa do texto, a fim de saber o assunto geral dele;

- Depois, leia o texto por parágrafos, sublinhando as palavras-chaves para serem a base do resumo;

- Logo após, faça o resumo dos parágrafos, baseando-se nas palavras-chaves já destacadas anteriormente;

- Releia o seu texto à medida que for escrevendo para verificar se as ideias estão claras e sequenciais, ou seja, coerentes e coesas.

- Ao final, faça um resumo geral deste primeiro resumo dos parágrafos e verifique se não está faltando nenhuma informação ou sobrando alguma;

- Por fim, analise se os conceitos apresentados estão de acordo com a opinião do autor, porque não cabem no resumo comentários pessoais.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
 

Veja mais!

A importância dos resumos - Por que resumir é importante? Leia aqui!


Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

VILARINHO, Sabrina. "Resumo de Texto"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/resumo-texto.htm. Acesso em 09 de outubro de 2021.

Resumos, resenhas, sinopses (Guia de Educação)

 Olá,

Quando lemos um livro, ou assistimos a um filme, por exemplo, é importante que saibamos nos posicionar, que consigamos tanto expor o conteúdo daquele livro ou filme quanto emitir nossa opinião a respeito.

Neste texto, apresentaremos a diferença entre três gêneros textuais que se encarregam exatamente disso que estamos falando: resumir e opinar sobre uma obra. Os gêneros textuais em questão são: o resumo, a resenha e a sinopse. Confira abaixo cada um deles:

Resumo

Resumir é apresentar, de forma abreviada e concisa, o conteúdo, os acontecimentos ou as ideias presentes em alguma coisa, geralmente um texto, um livro, um filme ou uma peça de teatro.

A finalidade do resumo é compartilhar, de maneira seletiva, as principais características do objeto a ser resumido. Para isso, ao fazermos um resumo, devemos procurar destacar os elementos mais relevantes daquilo que resumimos.

Algumas dicas sobre resumo

  • Não dê a sua opinião: o resumo deve conter apenas aquilo que puder ser retirado do texto original. Portanto, o resumo não é um texto opinativo. Apresente apenas de forma sintetizada o conteúdo da obra original e nada mais.
  • Use a terceira pessoa: ao fazer um resumo você deve ser imparcial. Portanto, procure usar a terceira pessoa em vez da primeira.
  • Não copiar ou fazer citações: o resumo deve ser escrito com as suas palavras. Logo, não copie trechos do texto original.

Exemplo de resumo

Confira nos links abaixo alguns exemplos de resumos:

A Cartomante, de Machado de Assis

 O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente

Resenha

Resenhar é sintetizar uma obra expondo de maneira crítica a sua opinião, tendo como finalidade avaliar a obra que estiver sendo resenhada. Ou seja, ao escrever uma resenha, você deve apresentar um resumo da obra original acompanhado de sua opinião ou avaliação.

A resenha é comumente publicada em veículos de comunicação logo após a edição de uma obra. Contudo, não há regras quanto isso, portanto podemos escrever resenhas sobre obras de qualquer época.

lgumas dicas sobre resenha

  • Apresente um resumo das principais ideias da obra;
  • Deixe claro para o leitor qual é o assunto abordado na obra;
  • Apresente como o autor aborda o assunto;
  • Informe o leitor se a obra exige conhecimentos prévios;
  • Informe, se possível, em qual teoria a obra foi embasada;
  • Indique a que tipo de público a obra se destina;
  • Ao dar a sua opinião, você pode avaliar coisas como:
  1. O mérito da obra: o que ela apresenta de novo? A abordagem e os conceitos são diferentes dos habituais?
  2. O estilo: informe ao leitor qual o tipo de linguagem presente na obra. O autor é conciso ou prolixo? Usa uma linguagem de fácil acesso ou exagera no uso de termos técnicos?

Exemplo de resenha

Confira nos links a seguir alguns exemplos de resenhas:

A cidade e as Serras

A hora da estrela

Sinopse

A sinopse é um resumo que geralmente acompanha a obra original e é escrita pelo próprio autor ou por alguém envolvido na produção da obra.

Além de acompanhar a obra, a sinopse costuma aparecer em materiais de divulgação, pois a sinopse é um resumo escrito com o intuito de chamar a atenção para a obra em questão. Trata-se, portanto, de uma espécie de resumo que desperta a curiosidade para que o leitor se interesse pela obra original.

Exemplo de sinopse

Um avião cai em uma ilha deserta e logo um grupo de passageiros precisa lutar para sobreviver. Liderados pelo médico Jack Shephard (Matthew Fox) e pelo misterioso John Locke (Terry O’Quinn), eles irão descobrir que o local esconde perigosos segredos. Com o passar do tempo, são reveladas informações sobre o passado dos sobreviventes, como Hugo ‘Hurley’ Reyes (Jorge Garcia), Sayid Jarrah (Naveen Andrews), Kate Austen (Evangeline Lilly) e James ‘Sawyer’ Ford (Josh Holloway).

Fonte: Adoro Cinema 

Diferenças entre resumo, resenha e sinopse

Agora que conceituamos o que é resumo, resenha e sinopse, ficará mais fácil apresentar as suas diferenças.

Primeiramente, perceba que nos três gêneros há a presença de um resumo. Contudo, a intenção comunicativa de cada texto é diferente. Veja essa intenção para entendermos melhor essas diferenças:

  • Resumo: tem a intenção de apresentar de forma sintetizada os principais pontos de uma obra;
  • Resenha: tem a intenção de avaliar uma obra, apresentando seus pontos positivos e/ou negativos com o intuito de incentivar ou não que seu leitor tenha contato com a obra original.
  • Sinopse: tem a intenção de despertar interesse pela obra orihttps://canaldoensino.com.br/blog/qual-a-diferenca-entre-resumo-resenha-e-sinopseginal através de um breve resumo. Perceba que a sinopse deve despertar curiosidade em relação à obra original.

Conclusão

Você viu neste texto quais são as principais diferenças entre resumo, resenha e sinopse. Leia o conteúdo quantas vezes forem necessárias para você assimilar bem os conceitos e não confundir mais.

Um grande abraço, e até a próxima!

Fonte: Ensino: guia de educação. In: Qual a diferença entre resumo, resenha e sinopse? (canaldoensino.com.br) Em 09/10/2021

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Tatuagens que marcam e vacina que salva: por que não registrar?!

 

Tatuagens para todos

Carol Bensimon

Sou o último ser humano que se imaginava com uma tatuagem - a tela em branco entre os amigos, a pessoa que não muda tanto assim, mas que tem medo do aspecto permanente da tinta. Um belo dia, no entanto, começo a pensar em carregar para sempre no braço um tipo específico de árvore, que simbolizaria uma experiência x, muito importante na minha vida, e blá blá blá. Instantes depois, estou falando sobre essa vontade no Facebook. Estou pedindo opiniões. Estou recebendo incontáveis incentivos. Um conhecido me passa o contato de uma tatuadora que está com a agenda cheia pelos próximos 10 meses. Por que agora todo o tipo de gente, de todas as idades, quer rosas, nomes de filho, frases em alemão ou robôs guerreiros na pele?

Começo a pensar sobre a popularização da tatuagem e deixo minha árvore meio de lado. Melhor ter certeza. Sinto que apenas isso - "um tempo para amadurecer a ideia" - já me coloca anos-luz distante do pessoal de vinte e poucos anos, que normalmente não frita a cabeça refletindo sobre o desenho perfeito, o mais significativo entre todas as opções cogitadas, ou se ele vai fazer sentido depois de uma década ou mais. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos em 2014, 36% dos jovens norte-americanos de 18 a 25 anos tinham ao menos uma tatuagem.

Quando falamos em tatuagem, não há dúvida de que estamos falando da construção e da exposição de uma identidade. Nessa segunda metade do século 21, além de querermos nos sentir muito especiais e únicos, parece que precisamos estampar o que somos em praça pública - ou na arena virtual - o mais rápido possível, já que quase ninguém tem tempo ou paciência para se conhecer de fato. Nesse sentido, etiquetas facilitam e likes são muito bem-vindos. Em texto para a revista The Atlantic sobre tatuagens, o escritor Chris Weller resume muito bem essa ideia: "A modernidade nos leva a declarar nossa identidade com convicção, quer já a tenhamos encontrado ou não."

Weller acredita, além disso, que o ato de tatuar-se não se relaciona simplesmente com a busca por esse "eu"; a narrativa que vai se construindo na pele é a própria identidade. Ler esse acúmulo de desenhos e frases como uma narrativa da vida de alguém, aliás, pode explicar o fato de que a maioria dos tatuados consegue lidar com marcas do passado que talvez não façam tanto sentido hoje, algo semelhante a "essa cicatriz aqui foi de quando sofri um acidente de moto". Uma parte de nossa história, em resumo, para o bem ou para o mal. Ainda assim, segundo uma pesquisa divulgada pelo The Guardian, 23% dos adultos britânicos se dizem arrependidos de ter feito uma tatuagem.

Um tempo atrás, eu achava que essa questão da permanência era de certa forma uma contradição, afinal havia nas tatuagens algo de tão instantâneo, tão transitório, tão dependente da estética de determinado período, que o fato de elas serem algo inapagável me parecia uma espécie de "apesar". O mesmo para a dor do processo (em uma época em que tentamos a todo custo evitar dores, físicas ou psicológicas). De maneira que fiquei surpresa quando, no já citado texto, Weller oferece uma outra chave de interpretação: a nova geração não está fugindo de um senso de estabilidade e permanência, mas está buscando isso desesperadamente. Faz sentido. Ela está dizendo que não quer que o mundo gire tão rápido. Que precisa se definir, ser e ter alguma coisa, no meio desse turbilhão. Soma-se a isso o fato de que, diferente das anteriores, essa é uma geração que ainda não conquistou coisas concretas (e alguns deles simplesmente não estão interessados nisso). Se não há carros, casas, carreiras sólidas, relacionamentos de décadas, há então tatuagens. Algo que dure. Precisamos todos de algo que dure.

Uma estranha na cidade. [S. l.]: Dublinense, 2016.






Imagens da internet

Conteúdo adaptado da Olimpíada de Língua Portuguesa

sábado, 4 de setembro de 2021

A origem da família, da propriedade e do Estado


 Esta obra tem no Estado o desaguadouro de sua análise histórica e, em torno do problema estatal, muito do seu vigor e das críticas que recaem sobre  seus apontamentos. Tal como fez com a família, ao dessacralizá-la, Engels rechaça uma leitura idealista do Estado. Temos aqui uma arma de combate contra os que insistem em afirmar supostas moralidades dos costumes ou apregoar a submissão à ordem capitalista e ao domínio estatal, tidos como auge da civilização. É a crítica da história da exploração contra os que,  até hoje, teimam em louvar tradição, família e propriedade (Alysson Leandro Mascaro).